Estas oficinas desenvolvem-se a partir de propostas de exercícios individuais e em grupo, num processo contínuo de reconhecimento do “eu” na relação com o “outro”. As sessões têm por base metodologias participativas e colaborativas, que visam promover a autonomia, a emancipação social e o sentido de colectivo dos participantes. Através da prática do desenho e de atividades promotoras de pensamento crítico e resolução de problemas aplicados ao empreendedorismo, abrimos espaço para o erro, o diálogo e a reflexão sobre a nossa relação com o mundo.
Orientadoras: Catarina Claro e Cristiana de Sousa
Nesta fase do projeto colocamos em prática os conhecimentos e técnicas adquiridos durante as oficinas e residências. Criamos e executamos peças originais de raíz, num processo que privilegia a autonomia de cada um e o trabalho em equipa. Experimentamos, erramos e voltamos a experimentar, num exercício de consciência e responsabilidade, tão próximo da realidade extramuros quanto possível.
Local: Gráfica
Através de várias sessões de trabalho no atelier, exploramos questões relacionadas com possíveis perguntas e respostas de fora para dentro, e de dentro para fora da prisão.
Os participantes são convidados a abrir a porta do campo emocional e a partir daí são construídas várias frases/statement em forma de stencil e outros formatos plásticos alternativos.
O final desta residência culmina num mural coletivo no interior da prisão.
Orientadora: andorinhapelocéu
Local: Oficina de Artesanato + espaço exterior do EP (pintura mural)
O Documentário Trégua, de André Moniz Vieira, que resume a viagem que fizemos – 7 artistas e 12 homens privados de liberdade – ao longo dos primeiros 10 meses de trabalho do projeto, teve a sua estreia absoluta no EP do Funchal, numa sessão de exibição especialmente preparada para os participantes do Trégua e os profissionais do EP. A sessão contou com a visita da então Ministra da Justiça, Catarina Sarmento e Castro.